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#Compulsão alimentar, compulsão em dizer sim! 02/06/2025.

    Determinada a escrever sobre alguns aprendizados e lutas hoje, abri o blogger para digitar entendendo que ninguém nunca lerá! Tive a feliz surpresa de ver que em 2020 eu havia postado um texto sobre o início do meu processo de cura emocional, e fiquei admirada com a coragem que tive em escrever, porque foi naquele ano que me abri pra terapia.
    Após ler o texto, me dei conta de que em 2025 sou uma pessoa melhor, mas com outras lutas.
    O ponto que quero escrever hoje é sobre uma dura luta que venho enfrentando há anos: a compulsão alimentar.     Me questiono se essa luta tem alguma origem emocional, se é um fator ambiental, ou se é indisciplina mesmo. Talvez seja um pouco dos três.
    Percebi que, como adulta, pareço ser a mãe de uma criança muito mimada: eu sou a mãe, eu sou a criança. Não consigo dizer "não" para meus desejos irracionais por comida, mas me sinto tentada a dizer "sim" para tudo e todos, numa autocobrança profunda! Afinal, qual é o sentido de falar tanto sim, se eles me prejudicam a cada vez que cedo? Estranho não conseguir negar a própria vontade e não conseguir negar a vontade dos outros! 
    Certa vez alguém disse que dizer "não" a algumas coisas é dizer "sim" a outras. Faz sentido. Mas na prática acho difícil aplicar por causa do meu temperamento, porém como adulta posso muito bem lidar com fraquezas e vencê-las. E sei que preciso apenas de um primeiro passo ousado de autonegação. Na verdade, um primeiro passo quando tomar a decisão e um primeiro passo diariamente. 
    Sempre penso no verso bíblico "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4:4), e falo muito com Deus sobre isso. Tenho certeza que Ele deseja que eu passe pelo PROCESSO de aprendizado, pela dor de buscar ajuda... afinal, não tenho conseguido sozinha. 
    Na verdade, pensando bem aqui, eu já desenvolvi muito a capacidade em dizer "não" para situações que não fazem bem a outros, como para meus alunos em sala de aula. Quando comecei a lecionar tinha pena de negar certas coisas, mas com o tempo percebi que as negativas eram muito, mas muito importantes pro crescimento, desenvolvimento das crianças e proteção, inclusive. Também tenho aprendido a dizer não para compromissos que não fazem parte dos meus objetivos, mas confesso que sinto muita culpa... Fico pensando que a outra pessoa vai ficar chateada comigo e tal, só que eu também sei que neste mundo não é tudo sobre mim. Ainda bem que com o tempo esse sentimento passa.
    Porém, incrivelmente, não consigo dizer não para meus próprios desejos alimentares. E assim, são momentos em que como sem fome uma comida que nem está tão boa assim, mas vou engolindo emoções junto com a comida: frustração, medo de não ser aceita, medo de ter errado... Quando olho pra mim, eu me admiro, me acho bonita, gosto do meu caráter transparente, da minha personalidade... então por que cargas dágua quero tanto que os outros me reafirmem? É insegurança de que eu esteja me vendo como alguém que não sou, talvez. E vou descontando na comida... Não me dou o direito do autocuidado como se eu não pudesse ficar mais bonita ou melhor, porque afinal, "o que os outros vão pensar de mim se eu estiver mais bonita?". Vai entender... A mente humana é um ninho emaranhado mesmo! 
    Preciso dar o primeiro passo: superar a compulsão alimentar da noite, e substituir o jantar por algo saudável... dando esse passo mais difícil, no dia seguinte ficará mais simples. Só que é importante me lembrar diariamente de que não preciso me culpar por emagrecer e ficar mais bonita, porque eu me amo, Deus me ama e tenho uma família que me aceita. O restante é detalhe.
    
    

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